A percepção predominante entre gestores de fundos, bancos, corretoras e grandes empresas é que a eleição presidencial caminha para um 4º mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação é que, salvo um fato político de grande impacto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dificilmente conseguirá reverter o cenário atual, ainda que a diferença entre os 2 nas pesquisas não seja tão grande.
O clima agora entre os operadores de mercado é esperar 2030 para ter alguma mudança relevante no controle da economia.
O Poder360 conversou com mais de 30 gestores de fundos, bancos, corretoras e grandes empresas. O diagnóstico é quase unânime.
Os farialimers em geral questionam a falta de um apoio mais amplo a Flávio. Nenhum presidente de outro partido foi ao lançamento oficial de sua candidatura. A leitura é que o candidato tende a ficar isolado. Além disso, pesa na avaliação o fato de que o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro convive com os boatos diários de que haverá novos fatos negativos sobre suas atividades pretéritas.
Não se trata de simpatia do mercado. As propostas econômicas associadas à campanha de Flávio despertam mais identificação entre esses agentes. A avaliação é outra: a de que Lula construiu uma vantagem eleitoral consistente e que, até agora, Flávio não conseguiu desmontar essa estratégia.
Qual Lula vem aí?
O principal foco das discussões, hoje, está em qual será o perfil de um eventual novo governo Lula.
