A biosseguridade deixou de ser apenas uma exigência sanitária para se tornar um dos principais pilares da sustentabilidade e da competitividade da produção animal. Em um cenário de mercados cada vez mais exigentes, desafios climáticos e restrições comerciais relacionadas à sanidade, investir em prevenção dentro e fora das granjas se tornou imprescindível para garantir a saúde dos animais, a eficiência produtiva e o acesso a mercados internacionais.
Importância da biosseguridade
A biosseguridade está frequentemente associada à prevenção de doenças, mas seu papel vai além, contribuindo para uma produção animal mais sustentável e eficiente. Entre os benefícios, destacam-se:
Melhora na conversão alimentar, resultando em animais mais saudáveis e produtivos.
Redução da pegada de carbono, com abates realizados em idades mais jovens, mas com pesos adequados.
Uniformidade dos lotes, facilitando o processo de abate e a formação de cargas para o mercado.
Redução do uso de antimicrobianos
A adoção de práticas de biosseguridade também contribui para a redução do uso de antimicrobianos, o que é crucial para o acesso a mercados internacionais, como a União Europeia. O Brasil, como país exportador, deve seguir normas rigorosas e garantir a segurança alimentar.
Compromissos com a União Europeia
Recentemente, o governo brasileiro apresentou um protocolo à União Europeia, assumindo o compromisso de fiscalizar 1% das granjas e estabelecimentos que exportam produtos para o bloco.
