A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregou por escrito o depoimento sobre o suposto episódio de calúnia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por meio de nota, os advogados negaram que houve crimes e alegaram que ocorreram comentários dentro do debate político.
“Os advogados sustentam que as manifestações atribuídas ao senador se inserem no contexto do debate político e dizem respeito a posicionamentos públicos e afinidades políticas amplamente discutidos no cenário nacional e internacional.”
A PF (Polícia Federal) irá analisar o conteúdo entregue pelo pré-candidato do PL (Partido Liberal) à sucessão presidencial para decidir se fará novas diligências policiais. Com a entrega do posicionamento, o depoimento que estava marcado para hoje, às 14h, foi cancelado.
A investigação nasceu a partir de postagem nas redes sociais em que Flávio comparou o petista ao ditador Nicolás Maduro. Na ocasião, escreveu que Lula “será delatado”.
Para a Polícia Federal, Flávio atribuiu falsamente crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a terroristas.
A defesa de Flávio havia se queixado de que o senador não tinha sido ouvido em audiência durante o processo investigatório e solicitou que ele prestasse depoimento.
Moraes ressaltou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou “pelo retorno dos autos à Polícia Federal a fim de que seja realizada a oitiva do investigado”.
Ainda cabe à PGR analisar o caso.
