Duas estrelas consideradas fortes candidatas a apresentar sinais de possíveis esferas de Dyson foram observadas pelo telescópio espacial James Webb. O resultado surpreendeu os pesquisadores: o brilho infravermelho não vinha das estrelas, mas de galáxias distantes escondidas atrás delas.
A descoberta não encontrou uma civilização alienígena, mas ajudou a mostrar como a própria natureza pode criar sinais parecidos com os procurados na busca por vida inteligente.
O brilho misterioso que chamou a atenção dos astrônomos
A esfera de Dyson é uma das ideias mais famosas da busca por inteligência extraterrestre. Proposta em 1960 pelo físico teórico Freeman Dyson, a estrutura hipotética seria capaz de capturar grandes quantidades de energia de uma estrela.
O principal indício seria o calor liberado pelo processo. Uma tecnologia desse tamanho não conseguiria esconder totalmente sua emissão de energia, que apareceria como um brilho no infravermelho médio.
“Calor residual. Esse é o ponto central de tudo”, explicou Olivia Curtis, astrofísica da Universidade Estadual da Pensilvânia.
O Projeto Hephaistos, liderado por Erik Zackrisson, da Universidade de Uppsala, analisou cerca de cinco milhões de estrelas da Via Láctea em busca desse tipo de excesso de radiação.
James Webb encontra o verdadeiro responsável pelo sinal
Após uma série de filtros, sete estrelas permaneceram como candidatas.
