O avanço da colheita das áreas irrigadas do Cerrado mudou o comportamento dos preços do feijão, segundo o Índice Cepea/CNA divulgado nesta terça-feira (28). A maior oferta de feijão carioca pressionou as cotações, principalmente em Goiás e Minas Gerais. No feijão preto, o mercado permaneceu mais estável, com oferta limitada e demanda enfraquecida.
No segmento de feijão carioca com notas de 9,0 a 12,0, os preços recuaram, em média, 17% entre 16 e 23 de julho. O movimento refletiu a maior disponibilidade do produto, a postura cautelosa dos compradores e a necessidade de liquidez dos produtores.
As maiores quedas foram registradas no Sul/Sudoeste de Minas Gerais, com retração de 19,53%, e no Leste Goiano, com baixa de 18,24%. O índice aponta manutenção da pressão sobre os preços, condicionada ao avanço da colheita e ao ritmo da demanda.
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No feijão carioca de notas 8,0 a 8,5, a desvalorização acompanhou o segmento de melhor qualidade, com recuo médio de 15% na semana. A queda nos preços do produto de maior padrão reduziu a diferença entre as categorias e pressionou também os lotes intermediários.
Nesse grupo, as menores variações ocorreram no Paraná, onde a oferta segue mais restrita. As cotações caíram 4,69% na Metade Sul e 7,55% em Curitiba.
