Resumo
O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) pediu investigação sobre abusos com óculos inteligentes no Brasil, citando relatos de uso indevido.
O Idec acionará a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Ministério Público Federal (MPF) para apurar denúncias de abusos.
As vendas globais de óculos smart podem atingir 13,6 milhões até o fim do ano, com a Meta detendo 76,1% do mercado.
Os óculos inteligentes evoluíram desde a estreia da primeira linha Ray-Ban Meta, em 2023, e ganharam força entre criadores de conteúdo, mas também têm gerado discussões sobre privacidade. Agora, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) pede investigações sobre o crescimento do mercado e possíveis abusos.
Segundo a organização, os dispositivos, cada vez mais em armações “comuns”, teriam virado verdadeiras câmeras escondidas. Denúncias que citam filmagens com o aparelho sem consentimento começaram a aparecer nos últimos meses.
Semanas atrás, um ginecologista foi preso em Salvador (BA), suspeito de ter filmado uma paciente utilizando um óculos smart, de acordo com o G1. O caso está entre os exemplos citados pelo Idec, que afirma que acionará a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Ministério Público Federal (MPF) para que apurem “denúncias de abusos cometidos pelo uso do produto”.
