As mortes causadas durante as Operações Escudo e Verão, cometidas pela Polícia Militar de São Paulo na Baixada Santista entre 2023 e 2024, apresentaram características de “vingança seletiva” contra homens, negros, pobres e jovens. É o que aponta um relatório do Instituto Vladimir Herzog, que analisa os resultados das ações policiais após três anos.
De acordo com o estudo divulgado nesta segunda-feira (27), das 84 pessoas mortas, 82% tinham esses atributos como semelhança.
O relatório também classifica as ações, realizadas como “vingança após a morte de policiais militares”, como “chacina” e, afirma ainda que foi um dos episódios de maior letalidade policial da história recente do estado.
Além disso, para elucidar este resultado, a associação reuniu relatos de testemunhas e familiares. Na maioria dos casos contados, as vítimas teriam sido torturadas, teriam tido suas casas invadidas sem autorização policial e, durante a abordagem policial, sofrido com violações de direitos humanos.
“Realizadas em três fases distintas, ambas foram marcadas pelo uso do aparato e força de segurança pública de modo altamente letal, extenso e controverso“, menciona o relatório.
O que foi a Operação Escudo e Verão?
A Operação Escudo foi deflagrada em julho de 2023 após a morte do policial da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) Patrick Bastos Reis no Guarujá, no litoral paulista.
