Um local marcado pelo massacre de soldados negros no fim da Guerra dos Farrapos, em 1844, teve seu pedido de tombamento iniciado há 20 anos e o processo está finalmente prestes a ser concluído, em um processo inédito
O Cerro de Porongos, na região de Pinheiro Machado (RS), foi visitado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), no dia 23 de abril deste ano, para buscar subsídios para a finalização do parecer técnico para realização do tombamento.
“Estamos trabalhando nessa ótica da importância de Porongos para a identidade negra do Rio Grande do Sul, inclusive por se relacionar a um episódio marcante no conflito, que é uma das principais fontes do reconhecimento identitário da população gaúcha”, aponta o historiador do Iphan, Rafael Klein.
Ao encerrar a etapa de instrução técnica, é feita uma análise dentro do Depam (Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização), para apreciação do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, instância máxima decisória do Iphan. Com o conselho aprovando o tombamento dos bens, estes passam a compor um dos Livros Tombo.
