Com a inflação acima da meta e a perspectiva de juros elevados por mais tempo, preservar o poder de compra voltou a ser uma das principais preocupações dos investidores.
Além disso, o cenário segue marcado por incertezas fiscais, tensões geopolíticas e pela aproximação das eleições, fatores que exigem cautela na hora de montar a carteira de investimentos.
Segundo Tatiana Pinheiro, consultora econômica e pesquisadora da FGV EESP, o cenário macroeconômico mudou ao longo de 2026 e passou a exigir uma política monetária mais restritiva por um período maior do que o esperado.
“O choque nos preços da energia provocado pelo conflito no Oriente Médio elevou a inflação e seus efeitos tendem a persistir. Além disso, fatores como a fragmentação geopolítica e os desafios fiscais mantêm a expectativa de juros elevados por mais tempo”, explica.
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Esse ambiente reforça a importância de ativos capazes de proteger o patrimônio da inflação. Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro e economista, explica que os títulos públicos atrelados ao IPCA seguem entre as principais alternativas para quem busca proteger o patrimônio da inflação.
“O principal ativo de renda fixa para proteção contra a inflação é o título IPCA+.
