O ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos), que teve R$ 6,1 milhões bloqueados em inquérito sobre direcionamento de emendas, havia classificado em janeiro a decisão do líder do Republicanos na Câmara de enviar uma emenda para o município de João Pinheiro (MG), onde busca estabelecer uma base eleitoral, como uma “gentileza”.
O bloqueio de seus bens foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino em 6 de julho, mas se tornou pública neste domingo (12.jul.2026). A medida é um desdobramento da investigação sobre o direcionamento de emendas parlamentares pelo ex-congressista mesmo sem exercer mandato. Leia a íntegra (PDF - 488 kB).
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo publicada em 10 de janeiro de 2026, Cunha afirmou que conseguiu destinar R$ 1,05 milhão ao Fundo Municipal de Saúde de João Pinheiro graças ao líder do Republicanos na Câmara, Gilberto Abramo (MG).
“Consegui a emenda através do líder do partido ao qual ainda estou filiado, o Republicanos, que é deputado por Minas Gerais e direcionou a emenda dele para atender a demanda. Apenas ele foi gentil e atendeu a minha demanda, espero poder retribuir a gentileza”, disse o ex-deputado.
Segundo a Polícia Federal, Cunha atuava como um “vetor relevante” na definição e no remanejamento de emendas por intermédio da servidora da Câmara Mariângela Fialek, conhecida como Tuca.
