IMPERATRIZ - Dezoito quadrilhas juninas disputam o Arraiá da Mira, maior festival junino promovido pelo Grupo Mirante em Imperatriz. Na segunda noite de apresentações, realizada nesse sábado (13), grupos de diferentes cidades maranhenses levaram ao tablado espetáculos marcados por tradição, religiosidade, crítica social e grandes produções cênicas.
Abrindo a noite, a quadrilha Flor do Ribeirão, de Ribeirãozinho, apresentou um enredo inspirado na história de Cristo, misturando elementos da fé cristã e da cultura popular para retratar os milagres de Jesus. Representando São Luís, a Explode Coração levou ao público o tema Coisas do Meu Interior, que acompanha a trajetória de uma jovem dividida entre suas origens e o desejo de descobrir novos caminhos.
A Arte Junina, de Montes Altos, participou pela segunda vez do festival e apostou no espetáculo A Promessa: Um Chamado do Divino, marcado por figurinos coloridos e referências à espiritualidade. Já a imperatrizense Xodó Junino investiu em cenários grandiosos e reuniu 48 pares para contar a história de Carolina, personagem eternizada na obra de Luiz Gonzaga, arrancando aplausos do público presente.
Encerrando a segunda noite de competição, a quadrilha Flor de Mandacaru, de Açailândia, apresentou um enredo ambientado na fictícia São José do Balanço. Utilizando a linguagem tradicional das quadrilhas juninas, o grupo trouxe uma crítica social ao abordar a escala de trabalho 6x1 e a realidade de uma população oprimida.
