O Brasil registrou um aumento no IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) e entrou no grupo de países com “muito alto desenvolvimento humano”. O país saiu de 0,744 em 2012, para 0,805 em 2024.
O índice representa o maior nível da série histórica analisada. O avanço consolidado indica a recuperação do país após as quedas consecutivas registradas nos anos de 2020 e 2021, ocasionadas pelos impactos da pandemia da Covid-19 nos indicadores sociais.
De acordo com o documento, a dimensão ‘Educação’ foi a que mais evoluiu no período e atuou como o principal motor do crescimento do índice, apresentando uma taxa média de evolução anual de 1,35%.
Os dados são de um levantamento divulgado pelo PNDU (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), da ONU (Organização das Nações Unidas), em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e a FJP (Fundação João Pinheiro).
Desigualdades impactam o índice real
Apesar do resultado geral recorde, o relatório do PNUD ressalta que as disparidades raciais, de gênero e regionais seguem significativas. Quando o indicador nacional é calculado com o ajuste à desigualdade, o valor brasileiro sofre uma queda de 0,805 para 0,641.
Essa perda de 20,4% reposiciona a média brasileira na faixa de “médio desenvolvimento humano”, evidenciando estatisticamente que uma parte relevante da população vive uma realidade inferior à apontada pela média do país.
