Diligências realizadas ao longo de sete anos, que levaram à deflagração da Operação Vétrix nesta quinta-feira (21), apontaram um plano de atentado dos integrantes da cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital) contra agentes públicos, inclusive para o então ex-diretor da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, em julho de 2019, agentes da unidade prisional realizavam a revista na cela habitada por Sharlon Praxedes da Silva, conhecido como “Maradona”, e Gilmar Pinheiro Feitoza, o “Cigano”, e encontraram, na caixa de esgoto da cela, inúmeros manuscritos trocados entre membros da facção.
A investigação identificou posteriormente que os bilhetes continham tratativas sobre o tráfico de drogas dentro do presídio, relacionamentos com a cúpula do PCC - especialmente com Marco Willians Herbas Camacho, o “Marcola” com quem Gilmar dividia o mesmo pavilhão e mantinha um contato diário nos intervalos de sol.
Um dos bilhetes apreendidos pelos agentes planejava, no entanto, um plano de atentado contra agentes públicos, incluindo o então ex-diretor da unidade, Luiz Fernando Negrão Bizzoto.
Tratativas, planos e revelações
A CNN Brasil obteve acesso aos autos, que descrevem o teor dos manuscritos confidenciados entre os integrantes da facção. Segundo o inquérito policial, um dos bilhetes descartados por Gilmar no esgoto era “particularmente revelador”.
