O argentino Diego Hernán Dirísio, apontado pela Polícia Federal como o maior traficante de armas da América Latina, foi extraditado para o Brasil nesta quarta-feira (9) segundo o governo da Argentina. Ele é investigado por suspeita de fornecimento de armamento a facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
Dirísio foi preso pela Polícia Federal Argentina (PFA) em Córdoba, em fevereiro de 2024. O argentino tinha um pedido de captura internacional em “alerta vermelho” por tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O Estadão tenta localizar a defesa de Dirísio. O espaço segue aberto para manifestação.
A prisão foi feita por agentes federais da Divisão de Investigações Federal de Fugitivos e Extradições, cuja investigação teve colaboração com a Interpol. Desde então, o argentino permaneceu detido em Córdoba.
A extradição ocorreu a pedido da Justiça brasileira e foi efetuada, segundo o Ministério da Segurança Nacional, pela Direção-Geral de Cooperação Policial Internacional da PFA.
Dirísio foi encaminhado sob um forte esquema de segurança para o Aeroparque Jorge Newbery, de onde partiu um voo para São Paulo às 11h45 desta quarta-feira.
A reportagem procurou o a Polícia Federal brasileira, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Movimentou R$ 1,2 bilhão
A Polícia Federal realizou uma megaoperação contra o grupo liderado por Disírio em dezembro de 2023.
