O escritório Barci de Moraes, da família do ministro Alexandre de Moraes, tinha contratos para receber R$ 180 milhões de empresas ligadas a Daniel Vorcaro. Eram R$ 130 milhões do Banco Master e R$ 50 milhões da Viking Participações.
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Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre e advogada na direção do escritório, recebeu a cota de um jato particular do ex-banqueiro. Segundo a Polícia Federal (PF), o contrato entre o Banco Master e o Barci de Moraes foi editado no Word com o login de Alexandre de Moraes.
Vorcaro e Moraes trocaram várias mensagens. O ex-banqueiro pediu para que o ministro conversasse com o procurador-geral da República, Rodrigo Gonet, e com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para que ninguém o "sacaneasse". E chegou a perguntar se deveria sair do Brasil para não ser preso.
A história dos R$ 130 milhões já era pública, mas o restante se tornou conhecido somente depois que o ministro André Mendonça levantou o sigilo do inquérito do caso Master, no começo de setembro. A medida caiu como uma bomba no Supremo Tribunal Federal (STF). Em 4 de setembro, Moraes usou o inquérito das Fake News contra Mendonça. A resposta veio de Edson Fachin, o presidente da Corte, que derrubou a medida de Moraes.
Na terça-feira 8, Mendonça determinou que Andrei Rodrigues fosse afastado do comando da PF. O despacho foi para a Segunda Turma, da qual ele faz parte.
