A Anthropic diz ter bloqueado cientistas que usavam seus modelos de IA em pesquisas que poderiam contribuir para o desenvolvimento de armas biológicas. A empresa não conseguiu determinar se os trabalhos tinham finalidade legítima ou maliciosa, mas decidiu interrompê-los diante do risco.
Um dos casos envolveu um pesquisador que pediu ajuda para modificar o vírus chikungunya e torná-lo mais nocivo. A Anthropic identificou que a pesquisa seria realizada em um instituto militar, o que aumentou a preocupação com o possível uso dos resultados.
O jogo duplo da pesquisa biológica
O problema para a Anthropic está em distinguir uma pesquisa legítima de uma possível tentativa de causar danos. Estudos biológicos podem contribuir para vacinas e outros avanços médicos, mas conhecimentos semelhantes também podem ser usados para tornar agentes infecciosos mais perigosos.
Você não está vendo alguém dizer, de uma forma típica de história em quadrinhos: ‘Quero construir uma arma biológica para matar todo mundo’. É uma situação incrivelmente complexa.”
Jacob Klein, responsável pela inteligência de ameaças da Anthropic, ao The New York Times.
Diante dessa incerteza, a empresa decidiu agir com cautela. Os pesquisadores também contornaram controles destinados a impedir o acesso de usuários de regiões bloqueadas e tentaram ocultar a finalidade das pesquisas para escapar das salvaguardas. As contas associadas foram banidas.
