A soja acumula valorização de 3,37% em Chicago nos primeiros dez dias de setembro, enquanto o preço físico no porto brasileiro avançou menos de 1% no mesmo período. O movimento ocorre em meio à expectativa pelo novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), além de sinais de fortalecimento da demanda chinesa.
O contrato de soja para entrega em setembro, usado como referência por Ronaldo Fernandes, da Royal Rural, saiu de US$ 12,752 por bushel no início do mês para US$ 13,182 nesta quinta-feira (10), uma alta de 3,37%. Segundo Fernandes, apenas essa valorização em Chicago representa um ganho de aproximadamente R$ 5 por saca de soja.
No mercado físico brasileiro, porém, a reação foi mais moderada. No porto, a soja passou de R$ 161 por saca no início de setembro para R$ 162,50 atualmente, avanço de 0,93%.
A diferença entre os dois movimentos está principalmente na composição dos preços domésticos, que também considera o câmbio e os prêmios de exportação. Assim, uma alta dos futuros em Chicago não é integralmente transferida para a cotação recebida pelo produtor brasileiro.
Nesta quinta-feira, os futuros da soja em Chicago avançaram cerca de 2%, segundo a Agrinvest. O mercado recebeu suporte de novos anúncios de vendas do USDA, que somaram 478,5 mil toneladas, sendo 272 mil toneladas destinadas à China e outras 206,5 mil toneladas para destinos não informados.
