BRASÍLIA - O ministro André Mendonça indicou a pessoas próximas que compreende e aceita a forma como o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, conduziu a recente intervenção na crise instalada na corte. Embora houvesse a expectativa de manter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, interlocutores apontam que o entorno do magistrado considerou a conduta de Fachin pautada na legalidade e na defesa institucional.
Mendonça contestou fortemente o ministro Flávio Dino. Fontes próximas afirmam que o ministro classificou como absurda a decisão de Dino, que reverteu o afastamento do delegado Andrei Rodrigues.
Confronto de ritos e desdobramentos na corte
O argumento levantado nos bastidores é de que a medida de Dino acabou atropelando tanto o andamento de um julgamento já em curso na Segunda Turma quanto o cronograma processual estipulado por Fachin, que previa uma manifestação formal de Mendonça antes de qualquer veredito sobre o futuro do delegado federal.
O próximo episódio desta queda de braço está agendado para a próxima terça-feira (15), data para a qual Fachin convocou uma sessão extraordinária do plenário com o objetivo de analisar a eventual abertura de investigação contra Alexandre de Moraes.
