Os Correios pediram ao Tesouro Nacional garantia da União para contratar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com quatro bancos privados: Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan.
A operação terá prazo de 15 anos, com três anos de carência, e custo equivalente a 114,26% do CDI, atualmente próximo de 16% ao ano. O pedido foi apresentado na quinta-feira 3 e ainda está sob análise do Tesouro.
Com a garantia soberana, a União assume o pagamento da dívida caso os Correios não consigam honrar as parcelas. O mecanismo reduz o risco para os bancos e, consequentemente, o custo do crédito.
O novo financiamento faz parte do plano de reestruturação da estatal, que enfrenta dificuldades financeiras. Em dezembro de 2025, os Correios já haviam contratado outro empréstimo, de R$ 12 bilhões, também com garantia da União. A operação anterior teve custo de 115,13% do CDI.
Os aportes para os Correios
Além dos R$ 19 bilhões previstos em empréstimos, o governo federal reservou um aporte de pelo menos R$ 6 bilhões para os Correios em 2027.
A empresa havia estimado inicialmente necessidade de R$ 20 bilhões em novos recursos, mas reduziu a projeção para R$ 19 bilhões depois de uma melhora no caixa. Segundo os Correios, o resultado decorreu de medidas como renegociação e parcelamento de dívidas com fornecedores.
O pedido ocorre depois de a estatal registrar prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026.
