BRASIL - O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu um pedido da Polícia Federal (PF) e determinou a transferência para seu gabinete de um inquérito da Polícia Civil de São Paulo que realizou buscas contra a empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão foi tomada no mesmo despacho em que Dino autorizou o cumprimento de 49 mandados de busca e apreensão para investigar um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares para empresas ligadas ao grupo do qual faz parte a produtora do filme.
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Na prática, a medida esvazia um pedido apresentado pela defesa de Karina Gama ao ministro André Mendonça, relator da investigação sobre os repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme sobre Bolsonaro.
A empresária havia solicitado a Mendonça a suspensão da investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo e o envio do caso para o STF, especificamente para o gabinete de Dino.
PF aponta conexão entre as investigações
No pedido apresentado a Dino, a Polícia Federal sustentou que os fatos investigados pela Polícia Civil de São Paulo e aqueles apurados pela própria corporação fazem parte de um mesmo contexto.
Segundo a PF, os casos seriam “manifestações de um único contexto delitivo, inserido em uma mesma estrutura associativa voltada ao desvio e à ocultação de recursos públicos”.
