O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 5ª feira (10.set.2026) que aceitou a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 depois de um telefonema do então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Segundo o petista, o congressista disse que a medida era defendida por empresários e necessária para que outros pontos do acordo fossem aprovados.
Lula afirmou que era contrário à criação do imposto e que concordou com a cobrança “a contragosto”. “Eu falei: ‘Então coloca’. A contragosto, eu falei: ‘Então coloca’”, disse Lula. “Eu não queria que colocasse imposto não, porque fizemos um acordo, porque os empresários estão aqui, porque é preciso colocar 20%, porque se não for 20%, não vai ser aprovado nada”.
A tributação também recebeu apoio do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Houve um acordo entre os partidos para que o projeto de lei fosse aprovado sem veto na taxa das blusinhas, mas o relator no Senado, senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL), retirou a tributação do texto.
O governo precisou atuar para viabilizar a tributação. O líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse que havia um acordo para reincluir o tema. Ele criticou a isenção para as compras de até US$ 50 no e-commerce internacional.
Lula disse que, naquele momento, “não tinha necessidade de colocar” a cobrança. O presidente classificou a mudança sancionada nesta 5ª feira (10.set) como uma “reparação” aos consumidores.
