O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou nesta quarta-feira, 9, uma resolução que encaminha o caso nuclear do Irã ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
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A decisão ocorreu depois de Teerã não apresentar explicações consideradas satisfatórias sobre partículas de urânio encontradas em locais que não haviam sido declarados à agência. É a primeira medida desse tipo contra o Irã em duas décadas.
O impasse envolve uma investigação iniciada há anos. Desde 2019, inspetores identificaram vestígios de urânio produzido por atividade humana em diferentes pontos do território iraniano. Entre os locais estão Varamin e Turquzabad.
Vestígios continuam sem explicação
Segundo a AIEA, Varamin abrigou entre 1999 e 2003 uma instalação não declarada relacionada ao processamento de minério de urânio e à produção de compostos usados no ciclo nuclear. Amostras ambientais coletadas posteriormente encontraram partículas compatíveis com atividades desse tipo.
Em Turquzabad, a agência identificou material nuclear e equipamentos contaminados. Parte dos itens teria sido retirada do local. A AIEA afirma que o Irã ainda precisa esclarecer a origem dos materiais e seu destino, enquanto documentos da agência registram a presença de partículas de urânio antropogênico nos dois locais.
O regime iraniano, contudo, afirma que seu programa nuclear tem finalidade pacífica e rejeita as acusações.
