Executivos e especialistas em inteligência artificial se reuniram nesta quinta-feira (10), em São Paulo, no Evolve26, evento de tecnologia promovido pela Cloudera que percorre o mundo.
Um dos principais temas debatidos foi o papel da inteligência artificial no crescimento dos negócios e os desafios de segurança associados à chamada IA Agêntica.
A tecnologia é descrita como uma espécie de assistente pessoal capaz de realizar tarefas autônomas, como pagar contas, contrair empréstimos ou adquirir produtos em nome do usuário.
Por ter acesso a dados altamente sensíveis, tanto de pessoas físicas quanto de grandes corporações, essa tecnologia levanta preocupações relevantes sobre possíveis vazamentos de informações.
David Dichmann, vice-presidente de Marketing de Produto da Cloudera, afirmou que a tendência é que a IA Agêntica substitua humanos em determinadas funções que envolvem acesso a dados privilegiados, mas seguindo os mesmos protocolos que seriam exigidos de uma pessoa.
“A IA segue as mesmas regras que os humanos”, disse Dichmann, explicando que o processo inclui solicitação de permissões, verificação de autorizações e múltiplas camadas de segurança.
O executivo também reforçou que a inteligência artificial não opera de forma isolada: ela precisa caminhar junto aos seres humanos, que devem garantir que todo o processo funcione sem problemas e que os dados sejam tratados com segurança.
