Mortes por desnutrição na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, caíram 75,7% no primeiro semestre de 2026, em comparação ao mesmo período de 2023, segundo dados do Ministério da Saúde.
O número é considerado um avanço visto que, há três anos atrás o território Yanomami enfrentava a maior crise sanitária dos últimos tempos.
Ainda segundo a pasta, entre janeiro e junho de 2026, foram confirmados 6,8 mil casos de malária, redução de 50,6% em relação ao mesmo período de 2023. No primeiro semestre deste ano, não houve registro de mortes pela doença.
Por outro lado, óbitos por infecção respiratória aguda apresentaram redução de 40,8% nestes três anos.
Em janeiro de 2023, o governo declarou “Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional” devido à desassistência sanitária dos povos que viviam no território Yanomami.
Os indígenas foram encontrados desnutridos e infectados por doenças. Entre os dias 24 e 27 de dezembro de 2022, três crianças morreram por malária e o ano inteiro registrou 11.530 casos pela doença.
“Problema não começou agora, já vem de longa data. A gente tem um dado de que, a cada 72 horas, uma criança ou idoso Yanomami está morrendo por subnutrição, darreia ou malária”, declarou a ex-ministra dos Povos Originários Sônia Guajajara, na época, à CNN Brasil.
