Ação sobre 'Dark Horse' mostra desvio no destino de emendas parlamentares
O Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama, produtora do filme “Dark Horse”, recebeu R$ 2 milhões de duas emendas parlamentares do deputado federal Mario Frias (PL-SP) para executar projetos de educação digital e esportes de combate.
Os repasses estão no centro da investigação que levou a Polícia Federal a fazer buscas contra o parlamentar, a empresária e fornecedores nesta quinta-feira (10).
Os recursos foram transferidos pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Esporte. Segundo a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou as buscas, auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) identificaram problemas nas contratações, na fiscalização e na comprovação das entregas.
No projeto educativo, a CGU apontou que os 250 multiplicadores não haviam sido capacitados e os 2.250 estudantes previstos não tinham sido atendidos. No esportivo, os auditores identificaram pagamentos sem comprovação suficiente da entrega de materiais e da realização das atividades. Os achados são reproduzidos na decisão judicial.
Os dois projetos são:
Jovem Empreendedor: recebeu R$ 1 milhão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em 17 de fevereiro de 2025, para desenvolver materiais educativos e capacitar multiplicadores para trabalhar com crianças de escolas públicas. A execução estava prevista em Pirassununga, no interior de São Paulo.
Instituto de produtora de ‘Dark Horse’ usou emendas de Mario Frias para comprar quimonos, uniformes e tatames não entregues para projeto esportivo em SP
