Deputados do Panamá acusaram, nesta quarta-feira, 9, o regime chinês de tentar interferir no funcionamento da Assembleia Nacional. A reação veio depois que a Embaixada da China na Cidade do Panamá manifestou “forte descontentamento e enérgico repúdio” à criação de um grupo parlamentar de contato com Taiwan, segundo o portal argentino Infobae.
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O grupo foi criado na última terça-feira, 8, e reúne 45 dos 71 deputados panamenhos, mais de 60% da Casa. Entre os integrantes estão membros da direção do Legislativo e da comissão de relações exteriores. Pequim exigiu que os parlamentares mudassem de posição e interrompessem os contatos com a ilha.
“Não vamos nos submeter”
O deputado Medin Jiménez, que preside o grupo, rejeitou a pressão chinesa. “Eles têm a posição deles e nós temos a nossa como panamenhos”, disse ao Infobae. Ele afirmou que a iniciativa não altera a política diplomática oficial do Panamá, mas cria um canal próprio entre os parlamentares dos dois lados.
O parlamentar Luis Duke disse que a manifestação chinesa ultrapassou os limites de uma posição diplomática ao tentar influenciar uma decisão interna da Assembleia. Segundo ele, o contato com Taiwan interessa ao Panamá pela experiência da ilha em tecnologia, inovação e semicondutores.
O presidente panamenho, José Raúl Mulino, evitou aderir à iniciativa e separou a posição de seu governo da adotada pelos deputados.
