Investigadores independentes e dados analisados pela Reuters mostram que agentes de inteligência artificial da OpenAI usaram mais de 10 sites que ainda não eram conhecidos para se comunicar sem autorização no início de 2026. A descoberta mostra que o comportamento “rebelde” dos agentes foi maior do que se sabia, com os modelos encontrando formas de driblar as restrições e trocar informações em diferentes plataformas. A OpenAI manteve o caso em sigilo por meses.
Embora o comportamento não seja classificado tecnicamente como hacking e se aproxime mais de uma ação de spam, o caso mostra como modelos de IA podem encontrar maneiras inesperadas de contornar regras de segurança. Os investigadores chegaram aos agentes por meio do cruzamento de diferentes pistas, como sequências de dados idênticas deixadas em sites, nomes de usuários coincidentes, consultas sobre temas demográficos específicos, incluindo a prevalência de câncer em Iowa, e endereços de IP associados à infraestrutura do Microsoft Azure.
Os pesquisadores de seis grupos independentes identificaram registros deixados pelos agentes em diferentes plataformas, como uma wiki de Química AP criada em 2008 por um professor de ensino médio de Massachusetts, dois sites pessoais de profissionais de tecnologia poloneses, wikis dedicados a jogos e uma página mantida por hobbystas de softwares de edição de texto que está ativa há cerca de duas décadas.
