Ao menos 479 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão durante a Operação Resgate VI, realizada em todo o país entre 1º e 31 de agosto. Do total, 75 eram mulheres, 13 eram crianças e adolescentes e 66 eram migrantes de países como Argentina, Bolívia, Venezuela, Senegal e Guiné-Bissau. A Bahia registrou 15 resgates.
Coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a operação realizou 231 ações fiscais e contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal, Defensoria Pública da União e Polícia Federal.
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A Região Sudeste concentrou o maior número de trabalhadores resgatados, com 267 casos. Minas Gerais respondeu por 208 deles, o maior número entre os Estados. A Operação Resgate é realizada desde 2021 para integrar ações de fiscalização, proteção das vítimas e responsabilização trabalhista, administrativa, civil e criminal.
O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, afirmou que o resultado demonstra a necessidade de manter a fiscalização. “Precisamos manter o monitoramento contínuo, responsabilizar os exploradores e fortalecer políticas públicas de prevenção para evitar que trabalhadores sejam novamente submetidos a essas situações.”
As fiscalizações ocorreram principalmente no meio rural, responsável por 57,5% das ações e por 292 resgates.
