A decisão do ministro Flávio Dino sobre a Operação Make Up não faz qualquer citação ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O documento oficial do Supremo Tribunal Federal (STF) concentra as apurações no deputado federal Mário Frias (PL-SP) e em repasses de emendas parlamentares. O despacho tensiona as narrativas de opositores que tentavam vincular o político à ação policial.
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A Polícia Federal (PF) investiga supostos desvios de recursos federais destinados ao Instituto Conhecer Brasil e à produtora do filme Dark Horse. O despacho de Dino lista 29 pessoas físicas e 24 empresas como alvos de buscas e restrições judiciais.
Foco em Mário Frias e repasses
O relator do processo no STF determinou a retenção de passaportes e a proibição de contato entre os investigados. A decisão também atinge ex-assessores de gabinete de Frias e a empresária Karina Gama, responsável pela produtora Go Up Entertainment. A Controladoria-Geral da União apontou falhas na execução de R$ 2 milhões em verbas de fomento.
A investida adversária contra a candidatura do senador intensificou-se logo que a PF deflagrou a operação. Grupos de oposição usaram as redes sociais para associar o congressista ao caso. O avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência acelerou os ataques dos adversários políticos. Em mais de uma pesquisa, o candidato do PL passa Lula no segundo turno.
