Investigação da Polícia Federal indica que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) é “agente central” de esquema ligado ao filme “Dark Horse”, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a operação Make Up para investigar o financiamento do filme. Leia a íntegra da decisão (PDF - 886 kB).
Segundo Dino, “há fortes indícios de uma única organização criminosa, estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos provenientes de verbas públicas”.
A PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Além de Frias, Karina Ferreira da Gama, dona da produtora GoUp Entertainment, também foi alvo da operação.
A investigação tem origem em auditoria da Controladoria Geral da União sobre a aplicação de emendas parlamentares. O ICB (Instituto Conhecer Brasil), presidido por Karina Gama, recebeu R$ 2 milhões por meio de duas emendas de Frias.
A apuração da PF, contudo, não afirma que recursos das emendas parlamentares tenham financiado “Dark Horse” nem que o filme integre a suposta organização criminosa. A relação descrita pela investigação envolve a produtora do filme, pessoas e empresas investigadas e as movimentações financeiras analisadas.
A PF também destaca o envio de R$ 645,4 mil por Frias à Go Up.
