O Supremo Tribunal Federal atravessa uma de suas maiores crises recentes, marcada por uma disputa interna que expôs profundas divergências na Corte. Diante do cenário, o presidente da Corte, Edson Fachin, adotou uma série de medidas para tentar restabelecer a normalidade e centralizar os próximos passos sob sua autoridade.
Durante o Live CNN desta quinta-feira (10), o analista de política Teo Cury detalhou o conjunto de decisões tomadas por Fachin e os desdobramentos esperados para os próximos dias.
Ele destacou que o STF, como instituição, saiu enfraquecido dos episódios recentes: “O Supremo, ao longo dos últimos dias, foi mais perdedor num todo do que vencedor”, afirmou Cury.
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Um dos pontos centrais destacados por Cury foi a decisão de Fachin de retirar o inquérito das fake news da relatoria de Alexandre de Moraes.
De acordo com o analista, essa foi a principal derrota do ministro no episódio. “Ele perde a grande investigação que ainda restava de repercussão nacional.”
Ele acrescentou que o inquérito, ao longo de sete anos, funcionou como um instrumento de blindagem do STF e de resposta a ataques e críticas à Corte. O inquérito havia sido aprovado originalmente por dez ministros, com apenas o então ministro Marco Aurélio Mello votando contra, em 2019.
