A Nestlé está aumentando os preços, reformulando produtos e eliminando itens pelos quais os consumidores não estão dispostos a pagar mais como forma de lidar com os efeitos do aumento dos custos de energia, frete e matérias-primas após o conflito no Oriente Médio, disse o presidente-executivo da companhia, Philipp Navratil.
Embora a maior fabricante mundial de alimentos embalados tenha sentido pouco impacto direto nas vendas devido à guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que já dura seis meses, o executivo afirmou que o conflito está contribuindo para as pressões inflacionárias enfrentadas pelos fornecedores.
“Todos os nossos fornecedores terão algum aumento de custos”, disse Navratil à Reuters na quarta-feira (9).
“Alguns desses (custos) virão até nós e teremos que mitigá-los, garantindo que os consumidores acompanhem caso tenhamos que aumentar preços.”
Além de elevar preços, a Nestlé está reformulando produtos, buscando “incansavelmente” economia de custos e eliminando produtos pelos quais os consumidores “não estão dispostos a pagar”, disse Navratil, sem dar detalhes.
O Oriente Médio representa cerca de 2% a 3% do faturamento total da empresa suíça, que gira em torno de 90 bilhões de francos suíços (US$ 111 bilhões), o que significa que o impacto direto nas vendas foi limitado.
“Mas haverá efeitos primários em termos de inflação no que compramos, em termos de custos de insumos”, disse.
