O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, criticou nesta 5ª feira (10.set.2026) a falta de efetividade do FI-FGTS (Fundo de Investimento do FGTS) e anunciou que participará da próxima reunião do comitê do fundo, marcada para o final de setembro.
Marinho reagiu à aprovação, na própria reunião, do Voto nº 16/2026/MTE, que autoriza o resgate de R$ 5,8 bilhões em recursos parados na tesouraria do FI-FGTS para o caixa principal do fundo de garantia.
“É incompreensível para mim a ausência de efetividade do FI. Acho que eu não consigo entender a ausência de projeto (…) Esperava que o FI estivesse demandando mais recursos para investimento do que a gente ter que resgatar por ausência de projetos com tantos projetos disponíveis na praça”, declarou o ministro.
Marinho afastou a hipótese de que a taxa de juros seja o principal obstáculo e questionou se há falta de capacidade técnica na seleção de propostas.
“Precisamos entender melhor o que tá acontecendo aqui […] inclusive se é o caso de pensar se está faltando expertise. Se está faltando expertise, nós temos que ver como resolver esse problema”, afirmou.
A fala se deu no encerramento da 207ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, no MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), em Brasília.
DIAGNÓSTICO DA EQUIPE TÉCNICA
Segundo o coordenador-geral do FGTS no Ministério do Trabalho e Emprego, Douglas, o FI-FGTS tinha patrimônio líquido de R$ 21,4 bilhões em junho de 2026.
