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Hoje, 24 de abril, é o dia em que meus olhos se abriram para o mundo, às sete e meia da manhã, na cidade de Pinheiro, localizada na Pré-Amazônia, área da Baixada Maranhense, zona de campos verdes, alagados, com muitos lagos e capins variados, como arroz-bravo, andrequicé, capim-de-marreca, algodão-do-campo, e flores amarelas que enfeitavam o tapete verde das plantas.
Nessa cidade, as casas baixas, a rua deserta e a visão do campo verde davam ternura a uma planície sem fim que se perdia no horizonte. Era uma pequena vila de duas ruas, uma maior, o eixo central, como em outros lugares sempre chamada de Rua Grande, e a outra que dela derivava e ia em curva até a Igreja de Santo Inácio, onde se iniciara a povoação. Em 1920 foi elevada a Município, desmembrada da Comarca de São Bento.
Em março de 1930, uma comitiva chegou a Pinheiro no fim da tarde e desembarcou no porto do Albino Paiva, assim chamado porque ali ele tinha sua casa de comércio, onde aportavam as canoas, que, no inverno, eram o único transporte disponível.
