A Ferrogrão voltou a ser apontada pelo setor privado como um dos projetos mais importantes de infraestrutura para o agronegócio brasileiro. Durante o Bradesco BBI Agro Summit 2026, um painel que reuniu representantes do governo, da indústria e da logística.
A ferrovia foi apresentada como uma alternativa para conectar a região produtora do norte de Mato Grosso aos terminais de Miritituba, no Pará, criando um novo corredor para o transporte de soja e milho até a saída para o mercado internacional.
Para o setor privado, o impacto da obra vai além da retirada de caminhões das rodovias. A Ferrogrão poderia aumentar a competição entre os corredores de transporte utilizados pelo agronegócio e, consequentemente, pressionar para baixo o custo do frete.
Paulo Sousa, CEO da Cargill, afirmou que a Ferrogrão é hoje o projeto mais relevante para o agronegócio brasileiro. “O principal projeto que tem hoje, o mais relevante para o agro brasileiro, não é novidade para ninguém. É um tema que já discutimos há 15 anos praticamente, que é a Ferrogrão”, afirmou Sousa durante o painel.
A avaliação ocorre em um momento em que a infraestrutura passou a ser um dos principais desafios para o crescimento da produção brasileira. O Plano Nacional de Logística, apresentado pelo governo, trabalha com um cenário de pelo menos duplicação do volume de cargas destinadas à exportação até 2050. Em algumas regiões, a projeção é de triplicar a movimentação.
