O Brasil precisa se antecipar às exigências sanitárias e comerciais dos principais mercados compradores para evitar novas barreiras às exportações de carnes.
O alerta foi feito pelo ex-ministro da Agricultura e Pecuária Blairo Maggi durante a terceira edição do Bradesco BBI Agro Summit 2026, realizado em São Paulo nesta quinta-feira (10).
Ao discutir os desafios para a expansão das exportações brasileiras, Maggi destacou que questões apresentadas como sanitárias podem, na prática, funcionar como barreiras comerciais aos produtos do país.
Um dos exemplos citados foi o mercado europeu de carne de frango. Segundo o ex-ministro a União Europeia utiliza preocupações relacionadas à salmonela para estabelecer restrições à entrada do produto brasileiro. “Se você não pagar, você não entra, mas se você pagar uma taxa de 10%, 12% por tonelada, você pode entrar”, afirmou.
Na avaliação de Maggi, a existência de uma cobrança adicional demonstra que o tema não deve ser analisado apenas sob a ótica sanitária. “Então a barreira deles, você vê que não é uma barreira sanitária puramente em defesa dos habitantes da Europa, é uma barreira não tarifária contra nós”, disse.
Para o ex-ministro, o Brasil precisa atuar antes que essas exigências se transformem em obstáculos efetivos às exportações. Segundo Maggi, empresas, associações e entidades representativas do setor precisam trabalhar em conjunto com o governo brasileiro.
