Selina Cheng, presidente da Associação de Jornalistas de Hong Kong e ex-repórter do The Wall Street Journal, antes de falar com repórteres, após o veredicto.
Kanis Leung/AP
Um tribunal de Hong Kong considerou culpada nesta quinta-feira (10) a editora do The Wall Street Journal por tentar impedir uma de suas repórteres de assumir um cargo de liderança em um sindicato local de jornalistas. A empresa, porém, foi absolvida da acusação de ter demitido a jornalista por causa de suas atividades sindicais.
A ex-repórter do WSJ Selina Cheng, que também é presidente da Associação de Jornalistas de Hong Kong, abriu uma ação penal privada contra a Dow Jones Publishing Co. (Asia) Inc. após perder o emprego em julho de 2024.
O caso levantou preocupações sobre a liberdade de imprensa no território chinês. Cheng e a associação de jornalistas defendem a liberdade de imprensa, mas atuam sob pressão desde que o governo reprimiu veículos pró-democracia e a dissidência política. O governo também tem feito críticas ao sindicato.
Cheng afirmou anteriormente que seu supervisor disse que sua participação na eleição sindical era problemática e que precisava discutir o assunto com a direção do WSJ em Nova York e com os advogados internos da Dow Jones. Segundo ela, foi informada de que seu cargo no sindicato seria incompatível com seu emprego.
A Dow Jones afirmou que respeitosamente discorda da decisão e que está avaliando os próximos passos.
Tribunal de Hong Kong condena editora do Wall Street Journal por tentar impedir repórter de assumir cargo em sindicato
