O país acompanha, com certa apreensão, o confronto entre alas do STF. De um lado, a turma de André Mendonça; do outro, os aliados de Alexandre de Moraes. Especialistas consultam seus contatos na Corte tentando descobrir quem veste a toga de quem, e nem eles conseguem cravar um veredito. A balança parece equilibrada.
O imbróglio, porém, já tem desfecho certo: vai parar no colo do presidente da Corte, Edson Fachin. Ele tentou contemporizar: deu prazo aqui, adiou ali, na esperança de que os ânimos esfriassem, porque sabe que dessa briga ninguém sai vencedor. Mas quanto mais o tempo passa, mais as rusgas se acentuam.
Bate-boca que viralizou
Ministro brigar com ministro não é novidade: a troca de farpas entre Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, que começou nos “Vossas Excelências” e terminou em impropérios, ainda viraliza nas redes. Mas um cabo de guerra como o de Moraes e Mendonça nunca se viu: ninguém cede, porque há interesse demais em jogo. Fachin terá pulso para mediar essa luta fratricida, ou vai deixar o caso rolar até a solução aparecer sozinha?
Quem apostava na segunda hipótese deve ter se surpreendido com o que ele fez no dia 9. Mendonça havia afastado o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência, Leandro Almada. A oposição soltou fogos, pois tinha lá suas razões para não gostar de Andrei, enquanto os governistas ficaram apreensivos, por vê-lo como uma espécie de aliado, simpático a Lula.
