A defesa de Cilia Flores, mulher de Nicolás Maduro, pediu à Justiça federal de Nova York que ela deixe o Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, e passe a aguardar o julgamento em uma residência sob forte esquema de vigilância.
Os advogados alegam que a saúde de Flores piorou durante o período de detenção e sustentam que ela precisa receber acompanhamento cardíaco e realizar exames fora da prisão. Segundo o documento apresentado, Flores perdeu mais de 11 quilos desde que foi presa, perdeu dois molares e estaria conseguindo dormir apenas três ou quatro horas por noite. A defesa também relata episódios de palpitação, fraqueza, tontura, falta de ar e cansaço excessivo.
O caso considerado mais grave teria ocorrido em 29 de julho. Naquele dia, segundo os advogados, Flores sofreu, durante cerca de 30 minutos, uma forte pressão no peito, acompanhada de uma sensação de falta de oxigênio. Ela chegou a considerar o uso de nitroglicerina sublingual, medicamento usado em determinadas crises cardíacas, mas os sintomas acabaram diminuindo sem que ela tomasse o remédio.
Nas semanas seguintes, segundo a defesa, Flores continuou sentindo fadiga intensa, tontura, falta de ar e outros sintomas. Após consultarem especialistas de fora da prisão, seus advogados passaram a sustentar que ela pode ter sofrido um pequeno ataque cardíaco. O próprio documento, no entanto, reconhece que isso não foi confirmado.
