Mesmo em meio às tensões geopolíticas e à disparada dos preços dos fertilizantes no mundo, o Porto do Açu, localizado no norte do Rio de Janeiro, aposta nesse mercado como uma frente estratégica de crescimento.
A avaliação da administração do complexo é que, independentemente das turbulências no cenário internacional, o agronegócio brasileiro continuará demandando grandes volumes de fertilizantes - e, consequentemente, infraestrutura para receber e distribuir esses produtos.
A aposta no insumo se dá pela construção de um novo terminal de grãos no complexo, que deve começar a operar em 2028. O empreendimento terá investimento inicial de US$ 90 milhões, sem considerar a construção de um berço dedicado. Em uma segunda etapa, a estrutura poderá receber mais US$ 100 milhões para a implantação do berço.
A expectativa é que o terminal atenda principalmente os mercados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, com movimentação de produtos como milho, soja, café e fertilizantes. Um dos focos será o milho não transgênico.
A previsão é que logo no primeiro ano, o terminal movimente 1 milhão de toneladas de grãos e futuramente chegue à 2,5 milhões de toneladas.
O terminal foi projetado para receber 100% das cargas pelo modal rodoviário. Porém, quando a EF-188 estiver em operação - daqui a 10 anos -, a movimentação na área pode chegar a 9 milhões de toneladas ao ano.
