O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), pediu à Justiça a prisão preventiva de sete pessoas e a suspensão das atividades econômicas de quatro empresas investigadas por suposta participação em uma estrutura organizada de receptação, adulteração, comercialização e circulação financeira envolvendo celulares roubados e furtados.
A representação, apresentada à Vara Estadual de Garantias das Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, é um desdobramento da Operação Salus et Dignitas e reúne informações de relatórios de inteligência, análises financeiras, dados telemáticos, diligências de campo e fiscalização tributária. O Ministério Público sustenta que não se trata de episódios isolados, mas de uma cadeia com divisão de tarefas entre diferentes grupos.
De acordo com o GAECO, o esquema teria quatro etapas principais. A primeira seria formada pelos autores dos roubos e furtos. Na sequência, os aparelhos seriam encaminhados a receptadores responsáveis pela absorção imediata das cargas. Depois, entrariam em cena estabelecimentos especializados em desbloqueio, reset e adulteração de aparelhos. Por fim, celulares inteiros e peças seriam reinseridos no mercado por meio de empresas e plataformas de comércio físico e eletrônico.
O MP afirma que essa divisão não significa a existência de organizações independentes.
