Governistas criticam o desempenho do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, no caso envolvendo o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, determinado por André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal. Há uma avaliação de que o titular do órgão não blindou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na crise, o que levou o petista a tratar do tema publicamente.
Esperava-se que Wellington fosse o interlocutor com a Corte, mas a percepção é de que há omissão do ministro em situações que lhe dizem respeito. Palavras como “apagado” e “nulo” foram usadas para se referir à sua atuação.
A Polícia Federal está subordinada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e o entendimento é de que ele deveria instituir um diálogo com o Judiciário nesse momento de tensão. Caberia, portanto, a Wellington César fazer o papel institucional e evitar desgaste de Lula nesse caso.
A situação ampliou a insatisfação no Planalto com o desempenho do ministro de Estado. Já o ministério publicou nesta 4ª feira (9.set.2026), nas redes sociais, um vídeo com um posicionamento de Wellington em defesa da Polícia Federal.
A mensagem veio dias depois da crise eclodir. O Poder360 procurou a assessoria do Ministério da Justiça para saber se havia interesse em se manifestar sobre o assunto.
Em nota, o ministério defendeu a “autonomia investigativa” da PF.
