Numa disputa apertada, como tende a ser a de 2026, o percentual de eleitores que desiste de votar tem impacto relevante. A diferença entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno da disputa pela Presidência hoje é mínima, segundo as pesquisas mais recentes. Quem conseguir fazer mais eleitores irem votar em seus redutos terá mais chance de vencer.
Dados históricos analisados pelo Poder360 mostram que a abstenção na votação tende a ser maior no 2º turno -sobretudo em Estados que já definiram antes quem será o governador.
A única exceção a essa lógica desde a redemocratização foi em 2022. O percentual de brasileiros que saíram de casa para votar aumentou minimamente da 1ª para a 2ª rodada da votação (os ausentes caíram de 20,95% para 20,59%). Só que há nuances importantes que podem influir no resultado quando se observa Estado por Estado (leia mais abaixo).
Em 2022, o percentual médio de abstenção em Estados com 2º turno para governador foi de 20,3%. Nos que não tiveram 2º turno, a taxa subiu para 21,3%. A diferença (1 ponto percentual nesse caso) pode ser essencial para definir o vencedor para presidente nesta eleição, que tende a ser muito apertada.
Toma-se o cenário de 4 anos atrás como exemplo. O PT e o PL fizeram massivas campanhas para diminuir a abstenção, cada partido mirando seus respectivos nichos.
No 1º turno, essa estratégia não teve tanto sucesso. Houve alta, mesmo que modesta, na taxa de não votantes na comparação com 2018.
