O presidente americano, Donald Trump, disse que esperava que a guerra com o Irã terminasse após as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, em novembro, e voltou a ameaçar atacar um local associado ao programa nuclear da República Islâmica, depois que os dois lados lançaram sua maior onda de ataques contra a navegação desde o início da guerra, há seis meses.
As tensões na região estavam elevadas. Nesta quinta-feira (10), autoridades da Defesa Civil da Arábia Saudita emitiram alertas de emergência na cidade de Khamis Mushait, no sudoeste do país, pela quarta vez em 24 horas, enquanto confrontos se intensificavam com os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã.
Os preços do petróleo Brent permaneciam acima de US$ 100 por barril, enquanto as rotas de abastecimento pelo Estreito de Ormuz e pelo Mar Vermelho continuavam fortemente afetadas.
Análise: Por que o Irã não vai recuar na guerra com os EUA?
O Irã afirmou ter atacado 10 navios perto do Estreito de Ormuz na quarta-feira (9), depois que os Estados Unidos afundaram cinco petroleiros iranianos, no mais recente de uma série de ataques de retaliação que indicam poucas chances de um fim iminente das hostilidades.
A guerra e o subsequente aumento dos preços dos combustíveis ajudaram a levar a popularidade de Trump a mínimas recordes. O presidente disse que Teerã tentava influenciar as eleições legislativas de meio de mandato de novembro, que determinarão se o Partido Republicano manterá o controle do Congresso.
