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A história de quatro irmãos mortos dentro de um quarto na China revela um dos lados menos conhecidos do rápido desenvolvimento econômico do país: o custo humano da migração de trabalhadores das áreas rurais para os grandes centros industriais.
O menino mais velho tinha 13 anos. As três irmãs tinham 9, 7 e 5 anos. Os quatro viviam sozinhos e frequentavam a escola, mas não havia nenhum adulto responsável por eles.
As crianças se alimentavam apenas de farinha de milho crua. O pai, que havia deixado a região para trabalhar, enviava o equivalente a R$ 500 por mês. Sem alguém que cuidasse delas, os quatro foram encontrados mortos depois de beberem juntos um frasco de veneno.
O caso aconteceu em uma região rural da China e funcionários do governo foram demitidos após a tragédia. A cidade chegou a ser fechada para a imprensa durante três semanas.
Até hoje, não se sabe qual era o rosto das quatro crianças. O único registro da história é uma fotografia do quarto onde elas viviam.
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Crianças deixadas para trás
A tragédia está relacionada a um fenômeno que marcou o crescimento econômico chinês nas últimas décadas: a migração em massa de trabalhadores rurais para outras regiões do país.
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