Antes dele, Gilberto Gil, aos 84, fez o mesmo. Cantou, tocou violão, apresentou repertório renovado, revisitou clássicos e homenageou Rita Lee cantando “Ovelha Negra”. Um artista que esteve no primeiro Rock in Rio, em 1985, voltou ao Palco Mundo 41 anos depois sem viver apenas da nostalgia.
O Palco Sunset simplesmente lotou para receber o Roupa Nova e Guilherme Arantes, de 73 anos. A multidão cantou “Dona”, “Sapato Velho”, “Coração Pirata”, “Whisky a Go-Go” e tantos outros sucessos palavra por palavra. Além dos temas de Ayrton Senna e do próprio rock In Rio, que foram criados pela banda. Nas redes sociais, o show virou um dos assuntos mais comentados da tarde.
Guilherme Arantes viveu ali uma espécie de reparação tardia. Um dos maiores hitmakers da história da música brasileira, ele nunca havia sido chamado para cantar no Rock in Rio. Quando finalmente sentou ao piano e começou “Cheia de Charme” e seguiu com “Lindo Balão Azul”, não precisou provar que pertencia àquele palco. A reação da multidão fez isso por ele.
Esta noite deixa como legado que o artista verdadeiro não envelhece com o tempo; ele se transforma em um clássico imortal através do conjunto da sua obra.
