A Fibrose Cística, também conhecida como mucoviscidose e popularmente chamada de “doença do beijo salgado”, é uma doença que exige acompanhamento especializado ao longo da vida. O IFF/Fiocruz (Instituto Fernandes Figueira / Fundação Oswaldo Cruz), que é um centro de referência para o tratamento da doença, aponta que mais de 200 pessoas passam por atendimento no instituto, com 15 novos pacientes entre janeiro e julho de 2026.
O instituto é referência para crianças e adolescentes no estado do Rio de Janeiro, além de ser o único que realiza o teste do suor, exame considerado padrão-ouro para o diagnóstico da doença.
Neste mês de setembro, é celebrado o mês de “setembro Roxo”, caracterizado como o mês de conscientização sobre a Fibrose Cística.
A doença é causada por alterações no gene regulador de condutância transmembranar da fibrose cística (CFTR), responsável pela produção de uma proteína que participa do transporte de cloro e sódio através das membranas celulares.
Essa alteração faz com que o paciente tenha um organismo que produz secreções mais espessas e pegajosas, e que podem comprometer principalmente os sistemas respiratório, digestivo e reprodutor, além de afetar outros órgãos.
No sistema respiratório, o acúmulo de secreções favorece infecções recorrentes e pode provocar alterações pulmonares progressivas.
