Uma “dobradinha” entre Aécio Neves (PSDB) e Marília Campos (PT) ganhou força entre eleitores na disputa pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado. Apelidada de “Marécio”, a combinação também agrada a integrantes das duas campanhas, embora não haja acordo formal entre os candidatos, segundo o jornal mineiro O Tempo.
Durante entrevista à 98 News nesta quarta-feira, 9, Aécio foi perguntado diretamente sobre o movimento. O apresentador lembrou que cada eleitor terá dois votos para o Senado e perguntou se o tucano via algum problema na associação com Marília.
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“Tenho visto isso, mas tenho visto também Aécio com outros candidatos espalhados pelo interior”, respondeu o candidato. “Quero ser o senador de Minas. Não estou aqui trabalhando para ser o senador do Lula ou o senador do Bolsonaro.”
O tucano afirmou ainda que pretende negociar com qualquer presidente eleito. “Serei alguém, se merecer o seu voto, que vai estar lá em condições políticas de negociar, de apertar qualquer que seja o próximo presidente da República em favor dos nossos interesses”, encerrou.
Campanhas negam acordo por ‘Marécio’ em Minas
A combinação chama atenção pelo histórico político de Aécio. O tucano disputou a Presidência contra Dilma Rousseff (PT) em 2014 e afirmou, durante a entrevista: “Ninguém fez mais oposição ao PT do que eu”.
