Será que os carros elétricos sofrem desvalorização assim como os modelos a combustão? Segundo um levantamento do Banco BV em conjunto com a Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), a resposta é: depende, e os principais fatores são a combinação entre a idade do carro e a tecnologia.
O movimento ocorre porque os seminovos eletrificados com até dois anos mantêm alta valorização devido à forte demanda e baixa oferta. Por outro lado, os modelos com mais de três anos sofrem quedas acentuadas provocadas pela rápida evolução tecnológica do setor.
A transformação recente do mercado explica esse descompasso. Se considerarmos o período dos primeiros anos da expansão elétrica no país, a chegada contínua de novas marcas e versões reduziu os custos do segmento e acelerou o avanço na capacidade das baterias e na velocidade de recarga.
Depreciação de carro elétrico
O resultado? A pressão começou a crescer nas cotações de revenda dos elétricos mais antigos. Segundo a Fenauto, a perda de valor nos eletrificados usados não decorre apenas da rodagem e do desgaste físico, na verdade, o principal fator parece ser a rápida defasagem de seus recursos frente às novidades da indústria.
O que acontece é que, enquanto as unidades com até 12 meses de uso se beneficiam da procura aquecida por modelos recentes, os carros com cerca de três anos ou mais seguem enfrentando a concorrência direta de zero-quilômetros modernos e mais acessíveis.
