Não é difícil que você já tenha ouvido que que frangos recebem hormônios para crescer mais rápido. No entanto, a afirmação não condiz totalmente com a realidade. Isso porque a prática é proibida no Brasil e em diversos outros países produtores de carne de frango, além de não apresentar viabilidade técnica ou econômica para a cadeia produtiva.
Segundo o MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária), não é permitido o uso de hormônios para estimular o crescimento de aves destinadas à produção de carne no Brasil. A legislação brasileira segue padrões internacionais de segurança do alimento e é fiscalizada por órgãos oficiais responsáveis pela inspeção da produção animal.
Ao contrário disso, o crescimento mais acelerado observado no setor é resultado de avanços em áreas como genética, nutrição, manejo, sanidade e bem-estar animal.
Dados da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) mostram que a evolução genética das linhagens comerciais permitiu ganhos significativos de desempenho ao longo das últimas décadas. Paralelamente, o desenvolvimento de programas nutricionais mais precisos possibilitou que os animais expressassem melhor seu potencial produtivo.
Gisele Neri, gerente de negócios da Kemin, fabricante global de ingredientes para nutrição animal, explica que o crescimento das aves se relaciona com um conjunto de fatores construídos pela ciência ao longo de muitos anos.
